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Os setores mais prejudicados ou aquecidos na pandemia

A economia caminha com dificuldade, mas algumas áreas encontraram oportunidades; veja a seguir

Com a pandemia da Covid-19 completando 1 ano de duração em território nacional, governos estaduais adotam estratégias diferentes para conter o avanço do vírus, ao mesmo tempo em que precisam buscar a retomada do crescimento econômico O Brasil vive intensas disputas políticas e falta de alinhamento nas decisões institucionais, enquanto o desenrolar da campanha de vacinação coloca uma perspectiva de esperança.

Sem uma estratégia unificada entre os governos municipais, estaduais e federal, o “canto da vitória” ainda é incerto: vidas seguem sendo perdidas em massa e muitos setores da economia continuam à deriva - apesar de alguns terem encontrado novas oportunidades.

Nesse contexto, entender as especificidades de cada segmento é fundamental para que os danos sejam amenizados, além de garantir que os caminhos que se abriram tenham protagonismo na reestruturação econômica do país e, consequentemente, na geração de empregos. Veja a seguir.

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SETORES AFETADOS PELA PANDEMIA

O PIB brasileiro teve uma queda sensível em 2020 (4,1%, obtendo o pior resultado desde o confisco dos valores em caderneta de poupança de Fernando Collor de Melo), diversas empresas fecharam as portas e os índices de desemprego batem recordes, com 13,4 milhões de pessoas na fila de espera por uma oportunidade.

Em setembro de 2020, a SEPEC, secretaria do Ministério da Economia, divulgou as atividades econômicas mais impactadas pela pandemia. Os efeitos foram sentidos, de alguma forma, em todas as modalidades, mas algumas delas apresentam maior dificuldade de adaptação ao cenário pandêmico. No topo da lista, estão:

: Atividades artísticas, criativas e de espetáculo: shows, cinemas, museus, teatros e outros tipos de atividades. É difícil manter as atividades artísticas em paralelo ao distanciamento social, na medida em que a concentração de público para assistir às apresentações é parte fundamental dos espetáculos. Como forma de amenizar os danos, diversos artistas passaram a realizar lives, muitas delas solidárias, com o intuito de arrecadar doações para as pesquisas da vacina e também para os trabalhadores afetados nesse cenário;

: Transporte aéreo: viagens nacionais e internacionais com finalidade profissional ou de lazer. Viajar requer muitos cuidados neste momento e alguns países regulam suas fronteiras. O Skyscanner preparou um mapa interativo sobre destinos internacionais com restrições de viagens partindo do Brasil, e a OMS alerta que viajar na pandemia é arriscado e deve ser evitado;

: Transporte ferroviário e metroferroviário de passageiros: deslocamento por vias férreas, consideravelmente afetado diante da necessidade de restringir a circulação de pessoas;

: Transporte interestadual e intermunicipal de passageiros: deslocamento predominantemente realizado por ônibus intermunicipais ou estaduais, também prejudicado diante das medidas de isolamento social;

: Transporte público urbano: além da suspensão de diversos espetáculos e da redução drástica no transporte aéreo, o transporte terrestre é um dos que mais trazem insegurança aos passageiros. Diversas pessoas não se sentem seguras para se deslocar de transporte público quando estas têm acesso ao particular e deixam de usar ônibus e metrôs, que aparentam trazer mais riscos. A redução do fluxo de pessoas também ocorre pela suspensão de atividades presenciais em diversas empresas e escolas.

: Serviços de alojamento, como pousadas e hospedagens;

: Serviços de alimentação, a exemplo de restaurantes e bares;

: Fábricas de veículos automotores, reboques e carrocerias;

: Fábricas de calçados e de artefatos de couro.

O futuro ainda é incerto para esses e outros setores, afinal, o Brasil segue acumulando recordes em número de óbitos pela Covid-19, enquanto a campanha de vacinação ainda está abaixo do potencial que possui o sistema público de Saúde.

NOVAS OPORTUNIDADES SURGEM

Em contrapartida, de acordo com Rebeca Toyama, especialista em estratégia de carreira em entrevista ao InfoMoney, a expectativa é de que o mercado de trabalho em 2021 tenha melhores resultados quando comparados aos de 2020. Este ano deve ser de transição entre a crise e a retomada da normalidade, se avançarmos com a chegada e aplicação das vacinas. Dado esse panorama, o portal apresentou 26 profissões que estarão em alta neste ano, dentre as quais:

- Tecnologia:

Diante da necessidade do isolamento social, houve uma intensificação dos pedidos por plataformas de delivery e por e-commerce, muitos atendimentos médicos passaram a ser feitos por teleconsulta, além de haver uma disseminação em massa do ensino à distância. De acordo com a estratégia de cada empresa, a digitalização de seus processos se tornou realidade e, com isso, o mercado necessita de mais analistas de dados, desenvolvedores front, back-end e full stack, por exemplo. As empresas de tecnologia, inclusive, acabam entrando em cenário de maior competitividade, necessitando rever suas políticas salariais para retenção de funcionários, além de aprimorar suas plataformas e processos internos para garantir os melhores serviços, com a melhor experiência para o usuário. O consumidor está se moldando para o ambiente digital, e esse cenário exige mais esforços, mais cuidado e mais profissionais, o que justifica o surgimento de novas oportunidades.

- Finanças/mercado financeiro:

Apesar do desenrolar da pandemia, o mercado financeiro conseguiu prosseguir, em paralelo, com projetos de desenvolvimento. O Pix foi introduzido no ano passado e o Open Banking está sendo aperfeiçoado a cada semana - com estes lançamentos, as áreas precisam de profissionais que estejam alertas para os possíveis erros e estudos de automações que serão propostos, bem como a introdução de ações regulamentadoras.

Quando falamos do cenário pandêmico, percebemos também que diversas corretoras, gestoras de recursos e patrimônio, fintechs e empresas de meios de pagamentos passaram a contratar com mais frequência, na medida em que parecem ter se adaptado com velocidade ou já foram criadas de forma totalmente digital. Os executivos do setor promoveram mudanças e aceleraram transformações. Também ocorreu a digitalização dos processos e o surgimento de novas tecnologias: um exemplo é a intensificação dos pagamentos virtuais. Carteiras e moedas digitais foram amplamente utilizadas e prometem a mudança de comportamento do consumidor e da forma de utilizar o dinheiro.

- Recursos humanos:

As equipes de RH desenvolvem a função de identificar as posições que exigem trabalhadores, bem como a retenção de talentos para que continuem no banco de dados ou para que os trabalhadores se sintam motivados dentro da empresa em um cenário de crise, atuando no desenvolvimento desses profissionais. Quando um empregado está insatisfeito com a sua ocupação, geralmente ele acaba buscando outros lugares para trabalhar ou, até mesmo, tenta uma mudança para áreas correlatas. O RH atua com o objetivo de gerir da melhor maneira possível esses profissionais em sua atual empresa para que não surjam novos custos com o desenvolvimento de pesquisas de satisfação entre os funcionários e acompanhamento do clima organizacional nas equipes, especialmente à distância.

Além disso, a busca por profissionais das áreas de finanças e tecnologia está crescente e é necessário que os talent hunters estejam preparados para avaliar e receber esses trabalhadores.

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- Vendas e marketing:

O e-commerce surgiu na década de 90 e passou por diversas adaptações até se tornar o que é hoje. Com a expansão da quarentena em 2020, os pedidos online se tornaram frequentes em todo o mundo. Muitas companhias, em especial as de atuação internacional, já vinham trabalhando na user experience (UX) para garantir as melhores experiências aos usuários em suas jornadas de compras online. Agora, mesmo as mais tradicionais e "analógicas" estão sendo forçadas a implementar modelos digitais de vendas - e podem colher bons frutos se souberem trabalhar bem esse processo. Os gerentes comerciais e os responsáveis por cuidar da UX nas páginas da web são cargos que recebem relevância para efetivar a venda de determinado produto.

- Saúde:

O tópico da saúde mental ganhou força nos últimos 5 anos e, cada vez mais, os cuidados psicológicos vêm sendo debatidos e praticados. De acordo com a OMS, a depressão é o “mal do século”, a doença que lidera a lista das mais incapacitantes. Além disso, estudos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro apontam que os casos da doença aumentaram 90% no cenário da pandemia. Cuidar da saúde mental em tempos difíceis se faz necessário e os psicólogos se tornam mais requisitados no mercado para dar suporte à condição emocional da população.

COMO ARRUMAR EMPREGO EM 2021

Apesar da instabilidade econômica, o setor de recrutamento continua em busca de novos profissionais para as mais variadas áreas.

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Manter o currículo atualizado é fundamental para conquistar um emprego em 2021. A quarentena fez com que diversas pessoas buscassem aperfeiçoamento em suas soft e hard skills e ocupassem o tempo ocioso com cursos e novos certificados. Esse é o momento certo para deixar esses novos conhecimentos em evidência.

Além disso, manter-se focado na área de atuação é fundamental. Caso seja necessário explorar novos horizontes, ter esse direcionamento bem definido é interessante para que não ocorram desapontamentos futuros.

Estar conectado com as empresas e com pessoas da área também é importante. Para exemplificar, comunicações com antigos colegas de trabalho - o famoso networking - podem fazer com que o candidato seja lembrado para indicações.

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