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As plataformas preferidas das empresas no home office

Como a tecnologia mudou muito mais do que nossa forma de entretenimento

Quem aí se lembra das locadoras? Cerca de 15 anos atrás, ainda era preciso alugar filmes pessoalmente, e era comum encontrar ao menos uma em cada bairro. Também nessa época, os celulares estilo Blackberry começaram a surgir, para alguns anos depois se popularizarem antes de serem substituídos pelos smartphones. De qualquer forma, é visível o quanto esse período foi marcado pelo nascimento - ou desaparecimento - de alguns recursos e viria a se tornar a transição entre estilos de vida.

Entretanto, não apenas das plataformas de streaming se vive a humanidade nos tempos atuais e, quando se fala em mercado de trabalho, não foram poucos os serviços e facilitações que vieram para mudar a forma com que se realiza os ofícios diários. Ainda assim, muito embora a tecnologia seja a principal auxiliar nesses tempos de pandemia e homeoffice, muitas dessas plataformas surgiram muito antes que qualquer um imaginasse a atual situação, onde a necessidade da realização do lockdown devido à pandemia mundial fez com que diversas empresas tivessem que fechar as portas presencialmente e se adaptar para manter seu funcionamento, atendendo às demandas de forma totalmente online.

Veja também: Homeoffice é sinônimo de liberdade?

Dessa forma, listamos algumas plataformas que podem ser, ou já são, de grande ajuda para funcionários e empresas:

ORGANIZAÇÃO DE ROTINA

É sempre muito importante ter as tarefas bem definidas e uma forma de checagem à mão, não é mesmo? Para isso, servem as plataformas e aplicativos classificados como organizadores de rotina, cuja principal função é estabelecer listas de funções diárias, semanais ou mensais. Muitos deles disponibilizam a criação de alarmes para prazos, categorização por fichamento ou tags, separação por abas, distribuição de tarefas aos participantes e algumas outras peculiaridades que auxiliam empresas e funcionários a manterem as coisas em ordem.

A raiz do problema?

Trello: disponível para desktop, iOS e Android, o Trello foi originalmente criado por Fog Creek Software em 2011, tornando-se uma empresa em 2014. A plataforma auxilia no acompanhamento de tarefas, podendo ser usada tanto para organização pessoal quanto em equipe. Nela, é possível organizar projetos em quadros e, nestes, adicionar listas, separando-as em cartões com nomes, descrições, prazos determinados e objetivos a serem cumpridos, além de contar também com um sistema de etiquetagem por cores. Além disso, múltiplas pessoas podem ser adicionadas nos quadros e cartões, o que torna fácil a distribuição de funções.

Quire: mostrando os detalhes das suas atividades em uma coluna lateral - com direito a grande parte das informações com apenas um clique - Quire permite a inserção de anexos do Google Drive, adição de agendas, upload de trabalhos prontos, e compartilha com seu concorrente anterior o sistema de etiquetagem de atividades. Possui um visual simplificado, mas apresenta pontos fortes sendo versátil e intuitivo.

Veja também: Soft e Hard Skills: o que aprender com isto?

Asana: focado em monitoramento e gerenciamento de projetos em equipes, com um limite de 15 pessoas, o Asana possui calendário com visão geral dos membros, lista de atividades (que pode ser organizada em formato de quadros) e fórum de discussão. O chat colaborativo, seu grande diferencial em relação aos concorrentes, facilita e muito a comunicação direta e rápida, sem que precise contar com outro aplicativo. Há, também, o acesso a gráficos com a evolução de trabalho de cada equipe, além de poder ser integrado ao email.

VIDEO-CONFERÊNCIA:

Quando o surgimento do Skype inovou a comunicação online, talvez jamais imaginássemos que a videoconferência se tornaria tão popular - e nem mesmo tão necessária. Muito embora redes sociais e apps como Facebook, Instagram e Whatsapp já tenham, há alguns anos, implementado a função de videocall em seu funcionamento, as plataformas específicas não pararam de crescer. Em decorrência disso, o próprio Skype passou a ter fortes concorrentes, cada qual com suas peculiaridades.

Skype: um dos pioneiros da videoconferência, o Skype veio ao mercado no ano de 2003 por Janus Friis e Niklas Zennstrom, sendo vendido para o eBay em 2005 e pertencendo à Microsoft desde 2011. A plataforma, disponível para desktop, iOS e Android, oferece bate-papo por vídeo, chamadas internacionais e chat interpessoal, assim como compartilhamento de tela. É possível realizar login em uma mesma conta Skype em múltiplos dispositivos, e disponibiliza ao usuário a escolha de aparecer - ou não - disponível aos seus contatos. Seu maior diferencial, porém, consiste na realização de chamadas de vídeo via link, sem que os convidados tenham a obrigação de criar uma conta para acesso.

Zoom: fundado em 2011 por Eric Yuan, o Zoom se popularizou muito nos últimos anos, tanto entre empresas quanto em usuários individuais, possuindo um plano de videoconferência, áudio, compartilhamento de tela, inclusão de até 100 participantes por chamada, gravação de reuniões e recursos para colaboração em grupo, como a criação de grupos e envio de arquivos de texto, imagens ou áudio. Entretanto, a versão gratuita possui um limite de 40 minutos.

Google Meets: parte do pacote G Suite, do Google, o Google Meets é um dos dois serviços criados para substituir o antigo Hangouts, juntamente ao Google Chat. Permite a realização de reuniões com até 100 pessoas, com limite de tempo de até 24 horas. Além dos tradicionais recursos de compartilhamento de tela, possui também as opções de cancelamento de ruído e legendas automáticas em tempo real.

Microsoft Teams: lançado em Novembro de 2016, o Teams está integrado aos serviços do mais que conhecido Office 365, e oferece opções de reunião por vídeo, permitindo também a integração de um participante via telefone fixo ou celular. Com disponibilidade para Desktop e dispositivos móveis, ele também incorpora recursos internos como SharePoint, PowerPoint, OneNote, Word e Excel, permitindo com que o time ou usuário trabalhe em arquivos e documentos ainda na aplicação.

Gotomeeting: desenvolvida pela LogMeIn, a plataforma Gotomeeting tem os planos premium como recurso principal, separando pacotes entre Professional, Business e Enterprise. Entretanto, disponibiliza um período-teste de quatorze dias. Nos planos, as reuniões online podem atingir de 150 a 3 mil participantes, oferecendo compartilhamento de tela, bate papo, gravação de reuniões, participação via telefone e integração ao Google Calendar. Como diferencial, pode-se citar o recurso “Smart Assistant”, que entrega transcrições das reuniões.

ARMAZENAMENTO EM NUVEM:

E como às vezes apenas organizar as tarefas não basta, precisa existir um meio de não apenas separar como armazenar arquivos, documentos, fotos e etc, não é mesmo? Para isso servem as plataformas de Armazenamento em nuvem, que disponibilizam uma quantidade limitada de memória web por perfil. Dessa forma, torna-se mais fácil e prático não apenas salvar, mas ter acesso a uma grande quantidade de conteúdo simultaneamente, utilizando a rede para ambas as funções e podendo logar de qualquer aparelho, desde que haja acesso à conta. Plataformas como o Drive, por exemplo, disponibilizam a opção de fazer compartilhamento de pastas e arquivos com outros usuários, facilitando também o trabalho em equipe e dispensando, em grande parte, a burocracia necessária para se passar informações e registros de uma pessoa - ou setor - a outra.

Veja também: Os setores mais prejudicados ou aquecidos da pandemia.

Google Drive: apresentado pelo Google em Abril de 2012, o Google Drive tem como função primária armazenar e sincronizar arquivos, sendo integrado a outro recurso: o Google Docs, que oferece criação e edição de documentos e apresentações. Criado como uma resposta aos já conhecidos Dropbox e SkyDrive (atual OneDrive), é possível fazer upload e acessar arquivos como vídeos, fotos, livros, PDFs e documentos em geral pela aplicação e em quase qualquer dispositivo, uma vez que conta com a versão web, não necessitando a instalação do aplicativo.

OneDrive: oferecendo a possibilidade de armazenar e hospedar qualquer arquivo através de uma conta Microsoft, o OneDrive, assim como seu concorrente Google, torna possível definir e parar arquivos públicos, arquivos entre amigos, usuários definidos ou privados. Substituto do antigo SkyDrive, ele preserva todas as funções de seu antecessor com melhorias. Aos usuários do Windows, uma boa notícia: em sua versão mais recente, o OneDrive é utilizado para enviar arquivos para a nuvem quando o computador apresenta pouco espaço de armazenamento, liberando espaço no disco. O contrário também ocorre: à medida que o armazenamento do computador aumenta, os arquivos são baixados novamente.

Amazon Cloud Drive: no ar desde Maio de 2011, o Amazon Cloud Drive é o serviço de nuvem exclusivo da Amazon, disponível para dispositivos Android, iOS e Windows, disponibilizando 5GB de espaço gratuito para upload de arquivos, além de pacotes premium com até 1TB. Além disso, sincroniza arquivos compartilhados através de computadores, smartphones ou tablets, podendo ser acessado por até oito dispositivos móveis, diferentes computadores ou até mesmo diferentes navegadores em um mesmo computador.

Dropbox: antecessor de todos os outros aqui citados, Dropbox está no mercado desde 2008, tendo sido criado baseado no conceito de computação em nuvem. Pertence ao Dropbox Inc., sediada nos EUA, que disponibiliza centrais de computadores responsáveis por armazenar os arquivos de seus clientes. Disponível para Windows, Linux, Mac e Chrome, também é possível acessar seus arquivos via Android, Windows Phone, iOS e Blackberry. Há, ainda, a possibilidade de gerenciamento de arquivos via web.

iCloud: serviço exclusivo para usuários de iOS, o iCloud permite a realização de backup de dados e armazenamento diretamente do próprio iDevice para que seja possível o acesso via iCloud.com, em qualquer outro aparelho, sendo Windows ou Mac OS. O serviço oferece aos usuários maneiras de armazenar documentos, fotos e músicas em servidores remotos, para que possam ser posteriormente baixados.

Ufa! Quem diria que iríamos tão longe, não é? Vários desses recursos, muito embora tivessem foco em ser práticos para o dia-a-dia pessoal, acabaram por tomar um caráter muito mais corporativo e, como se vê, grande parte desenvolveu suas próprias versões e planos profissionais. E o que seria da humanidade sem essas tecnologias, quando todo um escritório parece estar passível de ser resumido a um ou dois toques? Da comunicação entre membros ao agrupamento e seleção de arquivos, muito já pôde ser facilitado graças à internet, o que nos traz de volta à atualidade: necessidade e praticidade sendo combinadas para que as tarefas se tornem mais simples e menos “pesadas”, por assim dizer.

Pode-se dizer que seria muito mais complicado - ou até mesmo inviável - lidar com a necessidade de isolamento alguns anos atrás, quando o modelo de trabalho remoto ainda parecia distante para ser seguido. E, embora se saiba que ainda há um longo caminho a ser seguido para que a internet alcance todos os lugares e pessoas, é inegável o quanto sua chegada mudou o formato de fazer e falar diversas coisas, incluindo o trabalho, ultimamente tornando-se até um dos principais ambientes para que sejam realizadas as funções corporativas.

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