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Os danos de um processo seletivo mal conduzido

Em tempos de “cancelamento” nas redes sociais, sua marca pode perder

O processo seletivo de novos colaboradores é uma das partes mais impactantes para a construção e manutenção de uma empresa. Se a escolha não for feita da forma correta, é provável que toda a ação tenha de ser reiniciada em poucos meses, causando um consumo de tempo, energia e recursos, podendo ocorrer ainda um desgaste da marca junto aos outros funcionários e ao público externo. Como garantir, então, uma boa condução da atração e do recrutamento?

O que é um processo seletivo mal-conduzido?

Inúmeros motivos podem caracterizar um processo seletivo falho, passando pelas suas diversas etapas, desde o anúncio da vaga a ser preenchida à proposta de contratação. Em um estudo feito em 2016 pela SoftwareAdvice com cerca de 300 candidatos, 58% indicou a falta de detalhamento sobre o que a nova função, de fato, demanda, sendo este o principal gerador de uma má impressão. Outro ponto de atenção é o tamanho dos formulários de inscrição: 55% dos entrevistados relataram que uma etapa exaustiva de candidatura já é capaz de gerar desinteresse.

A falta de comunicação adequada também pode contar grandemente nas impressões dos candidatos em relação à empresa. Ainda que seja feito de modo remoto, o processo seletivo demanda uma comunicação direta e constante, e sua ausência pode acarretar em uma sensação de distanciamento entre empresas e talentos. A falta de feedbacks, mesmo que negativos, costuma gerar dúvidas e desconforto nos envolvidos. Assim, o ideal é que os candidatos recebam respostas desde o formulário, confirmando a inscrição.

Também é importante pensar nas formas de adesão ao processo seletivo. Quais são as possibilidades de acesso desses candidatos? Todos possuem desktop ou notebook? Oferecer a eles vários caminhos ou, ao menos, plataformas responsivas pode fazer toda a diferença no número de candidaturas. Muitos são os usuários Web que, devido ao dia-a-dia corrido ou aos recursos disponíveis, possuem apenas o celular para realizar suas inscrições. Assim, uma experiência móvel ruim é capaz de afastar muita gente.

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Por que isso acontece?

A má condução pode ocorrer quando o recrutamento e seleção é realizado por profissionais sem qualificação. O gestor de uma vaga, por exemplo, não necessariamente está preparado para entrevistar candidatos, e necessita, ao menos, de orientações sobre como abordá-los. A falta de tempo, de recursos ou de expertise do time de RH também pode determinar o fracasso do processo seletivo.

Vale tentar identificar, através de pesquisas de opinião, qual tem sido a impressão das pessoas que se aplicam a oportunidades da sua empresa. Elas podem indicar quais são as suas lacunas, e evitar, assim, que os prejuízos se tornem ainda maiores para a sua marca.

E quanto às consequências?

Um mau recrutamento pode resultar em uma série de problemas, tanto no ambiente micro quanto macro. Experiências ruins podem tornar haters aquelas pessoas que, até certo momento, ansiavam por uma oportunidade na empresa.

Esse "efeito avalanche" pode ser exemplificado: pensemos, então, em um grupo de candidatos que não se sentiram satisfeitos com o processo de recrutamento ao qual foram submetidos. No âmbito pessoal, é provável que reclamem sobre a empresa para parentes e amigos. Virtualmente, a coisa se torna ainda mais preocupante quando, ao fazerem um comentário negativo, outras pessoas da rede acessam essa crítica e, dessa forma, cria-se um ciclo capaz de manchar a reputação da marca. Isso pode dificultar a atração de candidatos, na medida em que mais pessoas concluem, por intermédio de terceiros, que a referida empresa “não deve ser um bom lugar para trabalhar”.

Os efeitos disso se mostraram claros: 59% diriam aos outros para não se candidatarem, e 42% até mesmo deixariam de consumir produtos e serviços devido a uma experiência negativa no processo seletivo, fomentando um tipo de boicote à marca.

Do mesmo modo, pode-se partir deste princípio para considerar a perda de parcerias corporativas. Afinal, é muito mais difícil que um potencial parceiro ou cliente aceite uma proposta vinda de um lugar que não tem uma boa imagem pública ou, ao menos, cuja popularidade está recheada de comentários amenos ou negativos, gerando um afastamento quase automático a fim de preservar a própria.

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Então, como conduzir bem um processo?

Primeiramente, todos os profissionais destacados para conduzir entrevistas ou processos seletivos devem ser especializados, capacitados ou, ao menos, orientados para tais demandas. Lembre-se: por mais experiente que uma pessoa seja executando sua função cotidiana, ela pode precisar de auxílio para ser considerada apta ao recrutamento e seleção.

A contratação de uma consultoria especializada em Recrutamento e Seleção também é uma boa opção para atender às necessidades gerais, tendo um maior cuidado e resultados mais apurados. Além de “desafogar” a contratante - que poderá, então, se dedicar ao core business da companhia - , entrega a ela um serviço estratégico e dedicado a encontrar os perfis certos, fazendo um alinhamento entre empresas, candidatos e vagas, focando em um processo mais humanizado.

Resultados

Muito além da contratação em si, o processo seletivo pode servir como uma vitrine da sua empresa e, por esse motivo, vale um cuidado especial para que tudo corra da forma mais tranquila e agradável possível, entregando bons resultados tanto para candidatos quanto para funcionários atuais e contratantes.

Afinal, não apenas dos critérios e currículos se vive um recrutamento, e lidar com pessoas envolve muito mais do que análise de pré-requisitos. Assim, o processo se apresenta também como uma venda e exposição da marca, sendo necessário o convencimento do candidato de como - e porquê - seria benéfico para ele integrar aquele corpo de funcionários e vice-versa.

Tornar a experiência de um candidato agradável, mesmo que ele acabe por não ser aprovado, é capaz de trazer grandes benefícios, além de diferenciar a contratante de possíveis experiências ruins oferecidas pela concorrência. Sentido-se acolhido, o candidato pode impactar positivamente na empresa, encorajando outros a se candidatarem para futuras oportunidades, levando consigo uma boa imagem do nome e marca - ou, ao menos, ficando disposto a participar de novos processos seletivos da companhia, caso não seja aprovado no primeiro.

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